No mesmo lugar...

Postado em 24 de maio de 2012


Uma pequena menina que apenas vivia sua vida como os outros, brincando com bonecas e seus amigos, se divertindo. Uma menina qualquer que se fantasiava com os filmes, com as brincadeiras de rua, com a imaginação de criança e sua inocência, sem ao menos pensar o que poderia acontecer, sem se quer querer que acontecesse.
E essa menina estava crescendo rápido, vivenciava coisas incomuns e quando acontecia algo ruim já não era tão fantasiada já sabia um pouco da realidade e via fantasmas, sempre virá, antes eram sempre escuros como as sombras, e acontecia de vez enquanto que os fantasmas a perseguia e a chamava. Mas essa menina sempre tinha um pingo de luz, que a deixava encantada por outras coisas, sereias e fadas, isso a deixava feliz o bastante para poder espantar as coisas ruins e acreditar um pouco na vida.
E durante muito tempo foi assim, e como sempre tudo mudou como sempre muda... Ela cresceu e viu muito mais do que queria ver e sentir. Já não tinha seu encanto, já sabia da realidade que todos vivem um pouco mais do que antes e sem querer se perdeu no que os outros sempre viveram e se perdeu o brilho.
Por um momento tudo estava escuro demais para poder seguir em frente ou voltar no que era e acreditar no que sempre acreditou e deixou tudo como estava sem mexer e mudar nada.
O tempo se passou a garota já sabia tudo, mas ainda não acreditava nela mesma e sofreu muitas vezes sem querer...
E quando se levantou algo havia mudado nela, algo foi perdido e não recuperado. E o pior de tudo é que ela mal sabia o que era, mas sentia que alguma coisa faltava.
E o brilho foi guardado dentro dela e só agora percebeu que não tinha perdido o brilho que a faz sentir, ver e escrever coisas encantadas e sombrias às vezes, e que aprendeu com os fantasmas, que se não fossem por eles nada adiantaria para ela e não seria o que é não seria o encanto das fantasias, das ideias únicas da vida, de tudo que é feito por nossa mente, nosso pensar e nosso ser.
E continuou a seguir em frente no mesmo lugar em que viverá a infância, se ergueu no mesmo lugar, onde as árvores são altas, belas e cheias de flores, numa praça qualquer, no mesmo lugar onde tudo foi criado, sossegado e organizado que ela seguiu em frente, esperando nada além do que é no agora, no mesmo lugar...

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